Agora, sinto-te um qualquer sentimento que se inquieta demasiado para ser considerado desprezo, uma raiva com falta de expressão, travada pelos resquícios de saudades que as memórias não me escondem.
É derivado da forma como te sinto, que num estado vacilante solto a acusação, numa indubitável afirmação. Talvez nem te possa tornar nesta vil personagem, nem tenha o direito de pôr nos teus braços incoerentes tais infâmias. Mas faço-o, e faço-o de pés juntos e queixo levantado.
Roubaste-me a segurança que sempre julguei ter e afugentaste toda a saúde que se pressupõe como base para uma relação.
Agora, ando à deriva, entregue ao peso esmagador das minhas reflexões arriscadas, a nadar em más perceções. A precisar. A precisar. A implorar.
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