Divergência
A solução está entre aceitar o meu interminável tormento ou empurrá-lo para a ignorância até chegar ao desconhecimento e gradual desaparecimento dele mesmo.
Resta-me encontrá-la, enquanto devaneio na alternância dos dois cantos daquilo que é, certamente, o devido.
C'est fini
Foi nos teus braços, quentes e apetecíveis independentemente da força que os move, atormentada pela consciência de que neles te pesava, que jurei que a última lágrima não cairia.
Foi nos teus lábios salgados e nos meus que ia vislumbrando ondas arrebatadas num mar furioso, lutando para o fim: nós a jangada frágil prestes a quebrar, relembrando os peixes que fomos um dia. Prometi não derramar essas águas que me assombravam os olhos, as pálpebras, as pestanas, as olheiras carregadas. O escasso sangue que me restava nas veias, acalmava já da longa corrida de meros segundos; a verdade é que a ansiedade que me dominara durante dias a fio começava a tornar-se em alívio, à medida que tomava consciência.
Foi no meu lento deambular de passos vazios e vagos que me obrigavam a afastar-me definitivamente daquilo que mais estimava e que mais me orgulhava (e também que mais me irritava), que me convenci que desta vez não ia deitar um mundo e outro ao fundo, nem sequer iria deixar escorrer uma única porção de água salgada que armazenamos sabe-se lá onde para sair à rua nestes momentos.
As lágrimas agora correm, enquanto vivo o momento mais puro e saudável desde que me recordo, correm felizes e saradas, salvando uma alma na harmonia e serenidade de um reencontro comigo mesma, e há quanto tempo que não nos víamos.
Porque ao ponto do forno de lenha, não um, mas dois corações.
Foi nos teus lábios salgados e nos meus que ia vislumbrando ondas arrebatadas num mar furioso, lutando para o fim: nós a jangada frágil prestes a quebrar, relembrando os peixes que fomos um dia. Prometi não derramar essas águas que me assombravam os olhos, as pálpebras, as pestanas, as olheiras carregadas. O escasso sangue que me restava nas veias, acalmava já da longa corrida de meros segundos; a verdade é que a ansiedade que me dominara durante dias a fio começava a tornar-se em alívio, à medida que tomava consciência.
Foi no meu lento deambular de passos vazios e vagos que me obrigavam a afastar-me definitivamente daquilo que mais estimava e que mais me orgulhava (e também que mais me irritava), que me convenci que desta vez não ia deitar um mundo e outro ao fundo, nem sequer iria deixar escorrer uma única porção de água salgada que armazenamos sabe-se lá onde para sair à rua nestes momentos.
As lágrimas agora correm, enquanto vivo o momento mais puro e saudável desde que me recordo, correm felizes e saradas, salvando uma alma na harmonia e serenidade de um reencontro comigo mesma, e há quanto tempo que não nos víamos.
Porque ao ponto do forno de lenha, não um, mas dois corações.
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