...assim:
A tua tristeza é a minha, tal como a tua felicidade, a minha também. Não há maior empatia do que aquela que sinto por ti, meu amor. E ficamos assim. Eu sinto por ti, e tu sentes por ti, sem sequer desviares o olhar e veres-me ali, também, a sentir; precisas de ti muito mais do que de mim. Já eu, prefiro depender só de ti, porque depender de mim só, iria desvendar-se na minha morte.
Mas, tu, não morres, nunca.
Negrumes
23:15
Espero não estar a viver o maior erro da minha vida. Depois dos ínfimos suplicos, lamúrias, certamente exageradas mas nunca sem motivo, depois de todas as minhas fragilidades e hipersensibilidades bem aguçadas, amantes da noite, sei que lhes escutas os murmúrios, mas será que as segues, mesmo quando te pareço bem? Sei que mais depressa as esqueces do que eu as tolero, quando venço o meu aperto do coração. Serás apenas uma alma que divagueia voando sobre si mesma, enquanto eu metade de outra unidireccionada para a dor, a pura e temível dor? Sei que se tornou, já nem me recordo quando, minha necessidade vital a tua presença, mas será o mais correcto continuar nesta inconstância, estupidez e descontrolo de emoções? Ou será que por mais quem eu amar, seja esta a minha irreversível rotina?
Se pelo menos encontrasse alguém a quem me identificar, não digo substituir-te, mas poderás ser tu o único pedaço de vida tão dourado aqui por perto? Não quero mais a solidão, preciso de alguéns, vários, mas apenas tu, para me corresponder a este amor tão vincado, que me corre lenta e rapidamente nas veias já frágeis e esticadas das inúmeras vezes que romperam, já tardiamente para ser separado do meu sangue ferido. Se pelo menos fosse fácil e não mortal seguir o acertado... ou será que o acertado pode então ser são e feliz, tornando eterna a contentação rara, tão vingada por derrames de ti? Serei por natureza este ser perturbado, ingratamente insatisfeito, que faz de um ponto um livro dramático, ou és tu que assim me fazes? Tanto que por momentos perco a noção de quem sou.
23:50
Só quero, só preciso de ser compreendida. Não quero mais noites de limpeza de alma, tão debilitada, como esta. Sei que nem devo levar a peito aquilo que penso em cabeça fervilhante de sentimentos despertos.
7:35
Amo-te. Amar-te leva-me a esquecer, mais uma vez.
Espero não estar a viver o maior erro da minha vida. Depois dos ínfimos suplicos, lamúrias, certamente exageradas mas nunca sem motivo, depois de todas as minhas fragilidades e hipersensibilidades bem aguçadas, amantes da noite, sei que lhes escutas os murmúrios, mas será que as segues, mesmo quando te pareço bem? Sei que mais depressa as esqueces do que eu as tolero, quando venço o meu aperto do coração. Serás apenas uma alma que divagueia voando sobre si mesma, enquanto eu metade de outra unidireccionada para a dor, a pura e temível dor? Sei que se tornou, já nem me recordo quando, minha necessidade vital a tua presença, mas será o mais correcto continuar nesta inconstância, estupidez e descontrolo de emoções? Ou será que por mais quem eu amar, seja esta a minha irreversível rotina?
Se pelo menos encontrasse alguém a quem me identificar, não digo substituir-te, mas poderás ser tu o único pedaço de vida tão dourado aqui por perto? Não quero mais a solidão, preciso de alguéns, vários, mas apenas tu, para me corresponder a este amor tão vincado, que me corre lenta e rapidamente nas veias já frágeis e esticadas das inúmeras vezes que romperam, já tardiamente para ser separado do meu sangue ferido. Se pelo menos fosse fácil e não mortal seguir o acertado... ou será que o acertado pode então ser são e feliz, tornando eterna a contentação rara, tão vingada por derrames de ti? Serei por natureza este ser perturbado, ingratamente insatisfeito, que faz de um ponto um livro dramático, ou és tu que assim me fazes? Tanto que por momentos perco a noção de quem sou.
23:50
Só quero, só preciso de ser compreendida. Não quero mais noites de limpeza de alma, tão debilitada, como esta. Sei que nem devo levar a peito aquilo que penso em cabeça fervilhante de sentimentos despertos.
7:35
Amo-te. Amar-te leva-me a esquecer, mais uma vez.
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