
Os avisos revelam-se insuficientes (ou talvez até sejam eles bastante plausíveis); está dito, por mais que me alarmem das consequências que lucrarei, e por mais receosa que eles me tornem, e por mais dispersante que façam do meu pensamento, a minha hesitação varre-se imediatamente, assim que os meus olhos te encontram.
Cada passo que se acuse como mais um pedaço invadido no teu território, leva-me a sentir como se estivesse prestes a derramar um copo, ou uma jarra, ou uma escultura de valor. Interpretar-te tornou-se o enigma que mais me motiva a decifrá-lo.
Confesso, tenho alguma intimidade guardada, frouxa, encerrada em casa, porque assim a tornas, quando te apresentas com as tuas excentricidades. Por isso, corro o risco que me entendas como submissa.
O meu instinto era o de comportar-me com veemência, entregar-me ardorosamente, mas contenho-me por considerar a hipótese de me julgares excessiva num desses ímpetos imaginários: ou que sejam, esses, contraproducentes.
Reconheci o momento em que os teus olhos mudaram; ligeiramente inclinaste a cabeça, enquanto proferias sussuros que mal os sei. Sei-o de cor. Reconheci-o. Guardo-o.
Espero não cair; espero que não caias. Devo apenas acrescentar que, repentinamente, a escola tornou-se mais vermelha.
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