A finitude das coisas aborrece-me: especialmente se for a finitude das minhas estimas momentâneas. Confronto-me com o desapego, com mais frequência do que desejaria. Será por desenvolver paixões tão intensas, que se assemelham a obsessões ligeiramente insalubres, que obstruem o pensamento, sendo estas tão fervorosas, demasiado fervorosas, que passado o seu período de êxtase, têm que se moderar, tornar-se insensíveis? Não é justo, para uma pessoa como eu, repleta de emoção e atulhada de afeto, que tem que ser expulso.
Estou expectante e otimista.
Ao mesmo tempo, estou receosa.
Luto para que não esmoreça aquilo em que me empenho (que me mantém entretida?) hoje, que me desafia e que me submete a avançar e a fantasiar.
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